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Enviado por Carol Gual
Recém voltada de uma temporada na Europa para fazer parte do meu doutorado, me vi na obrigação de comprar um carro uma vez que o transporte público em Campinas é caro, deficiente e perigoso (especialmente para uma mulher à noite - mais uma face do sexismo de cada dia).
Na minha peregrinação para achar o melhor negócio, estive sempre acompanhada do meu companheiro que adora negociar preços. Mas a escolha era minha, o carro era meu, o dinheiro era nosso.
Numa revenda, chegamos para descobrir mais sobre um dos modelos. O sexismo começou já com o fato do vendedor - daqueles bem típicos vendedores de carros de seus 60 anos - começar a falar apenas com meu companheiro. O João logo foi dizendo que o carro era meu, então quem tinha exigências e opiniões acima de tudo era eu. Veio o primeiro comentário engraçadinho tipicamente machista: "Ah, é a patroa quem manda, o marido não tem escolha nenhuma mesmo".
Saí para fazer um test drive. No caminho o vendedor foi falando sobre as características do carro e tudo mais. Ao estacionarmos de volta ele abriu o capô para mostrar a motorização e veio o comentário machista número 2: "Essa parte agora é com o maridão, não vai interessar você". Confesso que não entendo de mecânica, mas isso não quer dizer que eu não poderia queria saber quantos cavalos tem o motor, quais cuidados eu deveria ter etc. Pergunto sobre o consumo. Ouço o comentário machista número 3: "Com mulher dirigindo, deve fazer uns 14 km por litro, mas se for como eu aí vai bem menos". Aí eu não resisti e respondi: "Bom, então comigo vai fazer pouco porque eu gosto de pisar bem".
Os comentários do vendedor não foram o único motivo que me fizeram não optar por esse carro (o preço e o modelo também influenciaram), mas confesso que saí da loja tão desanimada. O pior é que todo comentário é feito num tom de brincadeira, como se fosse piadinha sem consequência.
Comprei meu carro numa outra concessionária onde o vendedor me tratou simplesmente como um@ comprador@ e não como uma mulherzinha cujo marido iria agradar com um carro novo.
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18 de dezembro de 2012
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sexismo de cada dia
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por Barbara Falleiros
Hoje o blog está um luxo! Seguindo os conselhos das nossas leitoras superdotadas e os passos da Tággidi e da Mazu, que ressaltaram a importância de se reconhecer às mulheres seu papel na História e nas artes, hoje vamos falar de... moda! É isso mesmo. O universo hostil da feminista caminhoneira peluda ficou para trás. Subvertidas, vistam seus Louboutins na nossa marcha contra as discriminações! E de quem mais poderíamos falar senão da embaixadora da elegância parisiense, Coco Chanel?
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| A besta |
Bem, na verdade, há quase 30 anos o nome por trás da marca é o de Karl Lagerfeld que, agora falando sério, é uma besta. Suas declarações são sempre "polêmicas", isto é, preconceituosas, machistas, gordofóbicas. Primeiro disse que a Adele era gorda demais, depois encheu-a de presentes para se desculpar; afirmou ser contra o casamento gay e a adoção, porque lésbicas com crianças até vai, mas não tem muita fé na relação entre homens e filhos; disse que a "anorexia não tem nada a ver com a moda e sim com pessoas com problemas familiares"; que na França o problema mesmo é a obesidade, já que só há "1% de meninas anoréxicas contra 30% de mulheres acima do peso"; por fim, disse que Coco Chanel não era feminista porque nunca fora feia o suficiente para isso. Quanto senso de humor! [Not]. E você tinha a ilusão de que não existiam homossexuais machistas?
Se Coco Chanel se achava feia ou não, eu não sei. Sei que jamais se considerou feminista, e que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Chanel preferia a feminilidade, como se estes também fossem termos excludentes, ideia errônea que persiste ainda hoje. No entanto, Chanel é um belo exemplo de como as mudanças sociais acontecem aos tropeços, entre avanços e retrocessos, muitas vezes sem que seus atores tenham plena consciência de seu papel. Pois aquela que até o fim da vida foi chamada de Mademoiselle Chanel (senhorita), aquela que, como mulher, não obteve a legitimidade social por meio do casamento, sempre aspirou à liberdade e à independência. Suas criações refletiram estes anseios, com a aparição de silhuetas andróginas, magras, de uma estética esportiva, masculino-feminina.
O preto, cor do luto, atingiu com ela o ápice do chique. Chanel buscou a sobriedade dos hábitos das freiras, as linhas harmoniosas da abadia cisterciense onde passou sua infância, no orfanato.
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| A moda antes de Chanel: as "anquinhas"de 1880 |
"Mangas bufantes, rendas, bordados, frufrus, chapéus carregados como cestas de frutas: antes de Chanel, a moda arreia, deforma, comprime, ignora o movimento e a meteorologia. Além de seus chapéus de linhas sóbrias, Chanel impôs à moda uma sobriedade inspirada nas vestimentas masculinas, de um rigor quase militar. O século XIX e seus exageros vestimentários herdados do Segundo Império foram mortos e enterrados por uma certa Chanel. Esta já desenhava a moda que seria necessária ao mundo e à classe dominante, então prestes a renunciar à ostentação, num país em plena guerra [Primeira Guerra Mundial]. Gabrielle Chanel inventou um conforto que anunciava a mulher moderna, em movimento, esportiva, livre. " (fonte)
Chanel encurtou as saias até o joelho, eliminou o espartilho, a cintura marcada. Nos anos vinte, foi uma das primeiras a usar cabelo curto. Ela buscou no vestuário masculino as calças, que a lei francesa - desde 1799 e até hoje!! - proíbe as mulheres de vestirem. Ao longo de sua carreira, em um período que conheceu duas Grandes Guerras e duas reconstruções, ela introduziu o jersey, o tweed, os botões de uniforme, os cardigãs, as bijuterias.
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| "Devolvi ao corpo das mulheres sua liberdade; este corpo suava debaixo de 'roupas de parada' (desfile), de rendas, espartilhos, roupas de baixo, forros" |
Contudo, no final da sua vida, Chanel reagiu de forma conservadora face à uma sociedade na qual já não se encaixava. Na sua famosa entrevista de 1969, começa contando uma cena que presenciara há alguns dias, na rua, entre um homem e uma mulher. O contexto não é claro, mas ela diz: "Pensei comigo: 'Se ela não se calar vai receber um bom tapa'. E ela o levou!"; "Mas ela mereceu".
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| Chanel jovem: de calças e blusa marinheiro |
Pouco mais adiante, faz duras críticas às calças, que ela mesma introduzira na moda!
Posso conceber perfeitamente que se use calças no campo, é o que há de mais útil, não passamos frio (...). Para começar, fui eu quem as inventei há quase vinte anos. Eu as inventei por pudor, porque na minha opinião andar por aí de roupa de banho é o equivalente a estar nua. Então, quando nós tomamos banho de mar e queremos continuar na praia, não é difícil vestir uma calça; uma saia não fica bonito, um roupão é horrendo, em conclusão, uma calça é ótimo. Mas entre isso e fazer disso uma moda... O fato de haver 70% das senhoras de calças em um jantar é muito triste. Calças ficam bem em pessoas muito jovens, mas em mulheres de uma certa idade, é como se tentassem rejuvenescer. E eu não conheço nada mais envelhecedor do que tentar rejuvenescer. Acho a coisa mais besta que pode acontecer com uma mulher. Dizer 'Se eu colocar uma calça parecerei mais jovem do que com uma saia' é de uma idiotice tremenda! Enfim, esta é uma época estranha... As mulheres parecem que estão se transformando, não sei, em outro sexo. Mas não sei como isso pode acontecer, porque colocar uma calça não muda seu rosto... (...) Eles [outros estilistas] fazem calças, eu tive que fazer calças, ninguém gosta mais de saias, gostam de calças...
Tive de brigar durante dois anos com todos os estilistas por causa desses vestidos curtos. Eu os acho indecentes! Eu não sou desta época, sabe? Para mostrar seus joelhos é preciso que eles sejam muito bonitos. É uma articulação. É como se ficássemos mostrando assim o cotovelo pra frente. É horrível! (...) E eu acho que quando a gente mostra tudo, depois não se tem mais vontade de nada...
Surpreendentemente moderna nos anos vinte, de um feminismo prático, ativo, a velha Chanel, embora lúcida na sua crítica à "eterna juventude" feminina, perde-se em declarações machistas, conservadoras. A dualidade de sua personalidade parece refletir sua marca: dois Cs entrelaçados, um virado para o futuro, outro olhando para o passado. Preto e branco. Já com mais de 80 anos e um tanto amargurada, Chanel se vê presa a um tempo intermediário e parece preferir aquelas mulheres contidas da década de cinquenta... Mas o caminho que antes ajudara a trilhar conduzira muito além. Para Chanel, era demais. O tempo agora era o do amor livre, das flores nos cabelos, das minissaias e dos jeans boca-de-sino. Da deselegância livre, fluida e colorida.
17 de dezembro de 2012
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5
No humor, sempre se está escolhendo um lado: ou se ri da vítima ou do algoz.
E, quando se ri da vítima, não interessa se quem está rindo é a própria vítima ou o carrasco. Assim como no caso do humor machista de Fernanda Young, as piadas racistas de Danilo Gentili não seriam menos graves ou mais aceitáveis se fossem feitas por um negro.
É claro que existem piadas e piadas. Uma piada sobre minorias feitas por representantes dessa minoria não é, necessariamente, preconceituosa. Ela pode ser autocrítica, empoderadora, subversora. Um exemplo sobre o mesmo tópico, a sexualidade feminina, é o da Margaret Cho, com uma piada mais ou menos assim (vocês podem ver a versão original aqui):
Diferente de Young, que, querendo afirmar seu gosto sexual acaba por justificar a violência de gênero, Cho afirma as mulheres como sexualmente ativas de uma maneira totalmente subversora, sobretudo por desafiar não somente a heteronormatividade como também o paradigma que divide a sexualidade feminina (e, por que não, humana) entre hétero e homossexual.
por Roberta Gregoli
Essa semana ouvi mais de uma vez afirmações muito parecidas: piada de gordo feita por gordo não tem problema, piada de gordo feita por magro, sim. Por extensão, o mesmo se aplicaria a piadas que têm como alvo minorias étnicas e históricas (negrxs, judeus, mulheres).
Resolvi testar essa tese com este vídeo da Fernanda Young, que ironiza a Marcha das Vadias:
O fato da Fernanda Young ser mulher legitima a piada ou a faz mais engraçada? Se fosse um homem, reclamaríamos, mas por ser mulher tudo bem, certo? Errado. A 'piada' ter sido feita por uma mulher, para mim, faz do quadro ainda mais triste. Por que alguém gozaria do próprio grupo, minando a legitimidade de uma forma de protesto?
Nesse caso específico, acho que existe um forte elemento de classe embutido na 'piada' de Young. É possível que ela brinque que quer ser encoxada no ônibus simplesmente porque ela não tem de pegar ônibus. É nessas horas que eu admiro a lucidez da Presidenta Dilma Rousseff quando diz que é mais difícil ser uma mulher comum do que presidenta da República porque a mulher do povo sofre mais violência e desigualdade salarial. Ou seja, é fácil para a Fernanda Young - que está com a barriga cheia, não sofre violência doméstica ou assédio de rua, reduzir a Marcha das Vadias a uma demanda por sexo caliente. É possível ter fantasias eróticas que envolvam violência física quando não se é vítima de violência de fato, quando se está empoderada o suficiente, no caso, com um emprego de reconhecimento financeiro e social. É fácil rir do assédio no transporte público quando se está dirigindo carro com o vidro fechado e insulfilm.
Enfim, como diria a sabedoria popular, pimenta nos olhos dos outros é refresco. Rir do ardume, então, é sadismo. Mas se, por um lado, em relação à classe social, Young está rindo da tragédia dos outros, por outro está rindo da própria miséria porque, apesar desse tipo de violência não fazer parte de seu cotidiano, ela, como mulher, também está sujeita a ser assediada, agredida, estuprada. Vai que o carro dela quebra.
Sobre humor e subversão, a melhor epítome que já vi está no essencial documentário O Riso dos Outros: "O humor que mais gosto é o que não ri da vítima, mas do carrasco". Veja aqui a partir da marca 43'35'' - mas vale a pena ver o documentário todo:
No humor, sempre se está escolhendo um lado: ou se ri da vítima ou do algoz.
E, quando se ri da vítima, não interessa se quem está rindo é a própria vítima ou o carrasco. Assim como no caso do humor machista de Fernanda Young, as piadas racistas de Danilo Gentili não seriam menos graves ou mais aceitáveis se fossem feitas por um negro.
É claro que existem piadas e piadas. Uma piada sobre minorias feitas por representantes dessa minoria não é, necessariamente, preconceituosa. Ela pode ser autocrítica, empoderadora, subversora. Um exemplo sobre o mesmo tópico, a sexualidade feminina, é o da Margaret Cho, com uma piada mais ou menos assim (vocês podem ver a versão original aqui):
Um de meus primeiros empregos como comediante stand-up foi num cruzeiro lésbico. No barco, eu transei com uma mulher pela primeira vez. Daí veio todo o drama, será que sou gaaaay, sou héeetero? Então me toquei que só sou safada [I'm just slutty]. Cadê a minha parada? E o orgulho de ser vadia [slut pride]?
Diferente de Young, que, querendo afirmar seu gosto sexual acaba por justificar a violência de gênero, Cho afirma as mulheres como sexualmente ativas de uma maneira totalmente subversora, sobretudo por desafiar não somente a heteronormatividade como também o paradigma que divide a sexualidade feminina (e, por que não, humana) entre hétero e homossexual.
Interessante também o fato do show ser de 2000, ou seja, Cho antecipa a existência de uma marcha das vadias (em inglês, chamada Slut Walk) em mais de uma década, ainda que a Marcha das Vadias tenha reivindicações para além da liberdade sexual feminina, envolvendo questões como violência e ocupação do espaço público. Taí, então, um bom exemplo de humor inteligente, subversivo e pioneiro.
O humor que goza do carrasco, ou seja, desafiador do status quo e do senso comum preconceituoso é claramente mais complexo, exige mais esforço e sutileza. Existem também as piadas auto-depreciativas e sardônicas, que, quando feitas de maneira inteligente podem ser interessantes, mas a linha entre o reforço da opressão e o rir de si mesmo de maneira saudável é bastante tênue, ainda mais quando o assunto são minorias.
O humor que ri da vítima, como O Riso dos Outros defende, é o humor que gera o riso fácil porque reflete preconceitos e estereótipos já consolidados. É o humor que vomita de volta para a sociedade o que ela tem de pior. E, apesar dos comediantes toscos se sentirem lesados na sua liberdade de expressão (como se esse fosse um direito só deles), o nível de tolerância com esse tipo de humor é grande numa sociedade em que a educação ainda é largamente acrítica (ou simplesmente de má qualidade) e a grande mídia emburrece.
Como pode atestar qualquer mulher que tenha um mínimo de consciência e já tenha sido encoxada num ônibus, a piada da Young não é inofensiva. Ao naturalizar esse tipo de comportamento dizendo que isso é normal (pior, que é o que as mulheres querem), Young está participando na legitimação desse tipo de violência. Legitimando de maneira particularmente contundente e nociva porque, como mulher, ela supostamente teria maior autoridade para dizer "o que as mulheres querem".
Em resumo: uma piada nunca é inofensiva e sempre se está escolhendo um lado. A diferença entre o carrasco que ri da vítima e a vítima que faz piada sobre a própria condição é que, no segundo caso, o humor, além de perverso, é masoquista.
16 de dezembro de 2012
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4
por Tággidi Ribeiro
Assumi há pouco o meu ateísmo - fora o tempo de criança/pré-adolescência, nunca acreditei em deus, que me parecia uma impossibilidade lógica e antes de tudo uma evidente construção sócio-histórica. Deus são vários deuses, mutantes no espaço-tempo e finitos, muitos mortos porque os povos que neles acreditavam foram aniquilados ou porque simplesmente deixou-se de acreditar neles (caso dos deuses gregos). Ou seja, os homens criam os deuses à sua imagem e semelhança, ao passo que as religiões derivam dessa criação, carregando a vontade (humana) de poder - a sanha totalitária -, e se mantêm ou sucumbem como um governo, pela capacidade de ordenar, reprimir, manipular e seduzir.
Enfim, não acredito em deuses, nem no que pregam as religiões, nem em vida após a morte, nem em manifestação sobrenatural alguma - a vida é uma e se encerra aqui. Obviamente, contudo, respeito que os outros acreditem, que professem suas religiões e cultuem seus deuses, desde que não façam rituais de sacrifício humano ou animal.
Tudo certo então, né? Eu na minha descrença, os crentes com suas crenças, todos convivendo felizes e bonitos, respeitando uns aos outros. Bem, não, não está tudo certo. E por quê? Por conta de preconceitos como os seguintes:
1. "Ateu é mau. Se você não tem deus no coração, então você tem o diabo. E quem não ama deus e ama o diabo é mau." Bem, até onde eu sei, Hitler amava deus e o Betinho era ateu. Quem era mau?
2. "Ateu é uma gente deprimida, pesada, não acredita em deus porque dá tudo de errado na vida dela." Hum, é mesmo... E, por falar nessa gente infeliz, coitado daquele casal ateu, o Brad Pitt e a Angelina Jolie, hein?
1. "Ateu é mau. Se você não tem deus no coração, então você tem o diabo. E quem não ama deus e ama o diabo é mau." Bem, até onde eu sei, Hitler amava deus e o Betinho era ateu. Quem era mau?
2. "Ateu é uma gente deprimida, pesada, não acredita em deus porque dá tudo de errado na vida dela." Hum, é mesmo... E, por falar nessa gente infeliz, coitado daquele casal ateu, o Brad Pitt e a Angelina Jolie, hein?
3. "Se você não acredita em deus, você pode até não ser mau, mas não tem motivo algum pra fazer o 'bem' para outras pessoas." Sério? O único motivo de fazer o 'bem' é agradar deus? Você não faz isso porque, tipo, as outras pessoas, assim como você, merecem/precisam?
4. "Você é ateu porque é ignorante. Até os cientistas já têm provas de que deus existe." Uai, e por que eles ainda não contaram isso pra todo mundo????!!!! Pras igreja tudo, pelo menos? E tem outra: bem, tem cientista que prova que mulheres naturalmente gostam mais de rosa... não dá pra levar a sério.
5. "O ateu é um fundamentalista cético, que não quer saber de nada que vá abalar a sua 'crença' de que deus não existe". Risos, em primeiro lugar. Gente, ateísmo não é uma crença, justamente porque não é necessário acreditar para ser ateu... Se algum ateu não liga para o que você fala, ele pode simplesmente estar respeitando você, sabia? Em vez de perguntar se você acredita em unicórnios.
Então é isso! Vocês conhecem gente religiosa do bem e do mal. Existem ateus do bem e do mal. Vocês conhecem gente religiosa legal e gente chata. Rola com os ateus também. Vocês conhecem gente religiosa deprimida e gente feliz. Pois é, ateus também têm seus altos e baixos. Em suma: não somos diferentes, somos tais e quais, humanos com defeitos e qualidades - só não achamos que existam céu e inferno ou qualquer outra coisa maravilhosa. Portanto, deixem os preconceitos de lado e vamos viver sossegadamente, vamos conviver.
ps: "Um post ateísta num blog feminista? Que estranho!" - fazemos posts sobre preconceitos relacionados à homossexualidade e ao racismo, por que não um sobre ateísmo?
15 de dezembro de 2012
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Tággidi
2
por Mazu
Quando se é menina e se faz sexo, existe o risco de ser julgada como galinha, piranha e outros adjetivos do tipo. Quando você não faz, você corre o risco de ser chamada de mal-comida, forever alone, e assim vai.
Por sua vez quando você é menino e você não faz sexo, você pode ser julgado como forever alone, viadinho, gay (como se os companheiros gays não fizessem sexo, vai vendo...) e assim vai. Quando você faz e não conta para ninguém, tem o mesmo efeito.
Tendo em vista esse dilema, titias, hoje, vão dizer quando se deve e como se deve fazer sexo. (ui, essas titias são tão sabidas!)
Quando se deve fazer sexo? Quando você quiser.
Então é isso, amiguinhos, até a próxima!
Quando se é menina e se faz sexo, existe o risco de ser julgada como galinha, piranha e outros adjetivos do tipo. Quando você não faz, você corre o risco de ser chamada de mal-comida, forever alone, e assim vai.
Por sua vez quando você é menino e você não faz sexo, você pode ser julgado como forever alone, viadinho, gay (como se os companheiros gays não fizessem sexo, vai vendo...) e assim vai. Quando você faz e não conta para ninguém, tem o mesmo efeito.
Tendo em vista esse dilema, titias, hoje, vão dizer quando se deve e como se deve fazer sexo. (ui, essas titias são tão sabidas!)
Quando se deve fazer sexo? Quando você quiser.
Você deve fazer por pressão do namorado? Não.
Você deve fazer por pressão dos amigos? Não.
Mais uma vez, quando fazer? Quando quiser.
Quando não se deve fazer? Quando você não quiser.
Você deve deixar de fazer por medo de ser chamada de nomes ou "pegar
fama"? Não.
Você deve deixar de fazer porque sua opção sexual não é "padrão"?
Não.
Você deve deixar de fazer por pressão religiosa, familiar ou social? Não.
E como fazer? Com respeito, com segurança (vistam a toquinha) e com
consentimento.
E lembre-se, se alguém fizer chantagem ou forçar de qualquer maneira uma relação sexual com você ou com alguém que você conheça, é crime. 190!
Então é isso, amiguinhos, até a próxima!
12 de dezembro de 2012
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