Apanhando igual mulher: quando a vítima é o homem

por Barbara Falleiros

Não digo que toda mulher gosta de apanhar. 
Só as normais. As neuróticas reagem.
Nelson Rodrigues, macho reaça.

Na semana passada, escrevi sobre os mecanismos da violência doméstica e familiar com base em uma cartilha do Ministério Público de São Paulo. Esta cartilha foi especificamente elaborada para mulheres vítimas de violência. Deste modo, falei a respeito de relacionamentos heterossexuais abusivos em que o homem (companheiro, ex-marido, namorado) apresenta-se como agressor. Recebi então uma crítica evocando as violências, sobretudo psicológicas, perpetradas por mulheres de  comportamento agressivo, que se aproveitam da facilidade de adotar um discurso de vitimização para exercer sobre o parceiro um terror psicológico. Caso verídico, garantia meu interlocutor, e bastante recorrente. Não que eu duvide,  mas há quem identificará neste discurso elementos do masculinismo, movimento contra um suposto sexismo antimasculino. E, de fato, uma das bandeiras do masculinismo é o combate ao que ele vê como um favorecimento legal das mulheres (com a Lei Maria da Penha, por exemplo), além do combate à minimização e à ridicularização da violência contra os homens.

Os masculinistas gostam muito de citar um artigo que saiu na mídia em 2008, com base em estatísticas de um estudo realizado na Unifesp, artigo este que recebeu o título apelativo de "Mulheres agridem mais do que os homens". É só pesquisar no Google para ver que este texto é citado em tudo quanto é página masculinista. Porém, as estatísticas provêm do Primeiro Levantamento Nacional sobre Padrões de Consumo de Álcool no Brasil, que resultou em uma tese de doutorado, defendida em 2009, a ser lida aqui. Ora, os dados da Violência entre Parceiros Íntimos (VPI) analisados pelo autor foram baseados em questionários respondidos por 631 homens e 814 mulheres que perpetraram ou sofreram violência, e são relacionados ao consumo de álcool. As questões diferenciavam a violência leve (empurrar, sacudir, dar tapas, atirar objetos) e a violência grave (dar chutes, mordidas, atirar objetos sobre, queimar, escaldar, agredir sexualmente, ameaçar ou tentar atingir com faca ou arma de fogo). Segundo o autor:

  • O grau de violência nas agressões contra as mulheres tende a ser maior
"Embora algumas evidências apontem para o fato de que as agressões de mulheres contra seus companheiros sejam tão ou mais prevalentes do que as agressões sofridas por elas (Schaefer et al., 1998; Straus,1995; Straus & Gelles, 1990), as mulheres sofrem mais lesões e necessitam de cuidados médicos mais frequentemente do que os homens (Browne, 1993; Morse, 1995; Tjaden & Thoennes, 1998; Stets & Straus, 1990)." (p. 11-12)

  • Em suas respostas, os homens podem ter omitido ou minimizado a violência cometida, enquanto que as mulheres tendem a omitir a violência sofrida
"Surpreendentemente, as mulheres reportaram uma porcentagem maior de episódios de perpetração de violência leve ou grave do que os homens (apesar de que os homens são geralmente mais violentos do que as mulheres). Isto pode resultar do fato de os homens parecerem deixar de relatar a perpetração da violência com mais frequência do que as mulheres (Caetano, Schaefer, Field & Nelson, 2002). Por outro lado, as mulheres podem ter medo de estigmatização, represália e outros resultados negativos caso revelarem experiências de vitimização, o que pode ter contribuído para sua omissão (Miller, Wilsnack & Cunradi, 2000). Em nosso estudo, naqueles que envolveram unicamente a vitimização, a porcentagem de mulheres é maior do que de homens." (p. 91-92, tradução nossa)

Ou seja, mesmo o autor é cauteloso ao apresentar seus dados e confirma, de toda forma, que as mulheres são mais frequentemente vítimas de violência doméstica.

  • A Lei Maria da Penha e os homens agredidos
Como eu disse mais acima, os masculinistas costumam ver na Lei Maria da Penha a prova da desigualdade entre homens e mulheres e das "vantagens" conseguidas pelas mulheres em termos jurídicos. Porém, há poucos dias, houve um certo alarde em torno da aplicação desta lei em um caso de violência doméstica envolvendo um pai e seu filho agressor. Ué, como é que funciona isso? Vou resumir uma boa explicação que pode ser encontrada aqui. É o seguinte: o artigo 129 do Código Penal trata da lesão corporal, seja qual for o sexo do agressor e da vítima. Porém, em 2004, acrescentou-se o 9º parágrafo que diz respeito a situações de violência doméstica, levando em conta as "especificidades que caracterizam [esta violência] praticada contra a mulher". Esta política especial é necessária porque, historicamente, a vítima mulher se encontra em uma situação de vulnerabilidade particular: "observa-se a persistência de algumas características desta situação de violência, tais como relação de dependência econômica e emocional entre agressor e agredida, naturalização e banalização do conflito, despreparo de profissionais atuantes na área de atendimento às vítimas (desestimulando denúncias)".

A gente repete toda semana e vai continuar repetindo: é para os processos históricos que temos que olhar, só eles dão plena significação aos acontecimentos individuais. 

Mas voltando aos homens agredidos. O meu interlocutor falava de uma refinada violência psicológica da parte da agressora mulher. Talvez seja isso: as mulheres [ah, essas bruxas diabólicas! ... Não resisti. Mas não é verdade que, historicamente, as mulheres sejam vistas como manipuladoras e perversas?] talvez elas batam menos só porque são capazes de atordoar mais! Escolha sua arma, não é?


Agora falando sério: é claro que existem homens vítimas de violência doméstica e que esta violência deve nos preocupar. Já me arrependo do sarcasmo das minhas últimas linhas porque, vejam só, minha atitude é um exemplo de comportamento execrável face à violência: eu ironizei o potencial feminino de agredir e o potencial masculino de ser agredido. Tiro no pé. Mas, na verdade, o problema está colocado em termos errados. Não é briguinha de quem sofre mais. E aproveitando para uma ressalva, eu diria que tampouco é uma questão de sexo físico, biológico, ou coisa do tipo: a violência pode acontecer em qualquer uma das variadas configurações possíveis de uma relação conjugal. O que existem são construções de papéis sociais e modos de relacionamento que encorajam ou provocam a vitimização feminina (para estatísticas da violência contra as mulheres, ver por exemplo aqui). Porém, quando sofre violência física ou psicológica por parte da sua companheira, frequentemente o homem também acaba sendo uma vítima do machismo. Por quê? Porque, para o machismo, homem que é homem não leva desaforo. Como bem disse meu interlocutor, o homem que sofre é visto como frouxo. Onde já se viu sofrer por mulher? Onde já se viu apanhar de mulher? Ou, como li por aí, no submundo da internet: "Homem que apanha da mulher não tem que procurar a justiça, tem que procurar onde se vende vergonha na cara". E é assim que, por vergonha, o agredido esconde a situação, reluta em compartilhar seu sofrimento com amigos e família, com medo de ser julgado, nem sequer sonha em buscar respaldo jurídico.

Se nós criticamos a identificação da mulher como sexo frágil, recusamos igualmente a do homem como sexo forte. Reconhecer o homem na sua força e na sua fragilidade é reconhecê-lo como igual. Ainda que historicamente as tendências se desenhem de forma mais polarizada no caso da violência doméstica, não interessa de modo algum ao feminismo colar na mulher a etiqueta de coitadinha e no homem a de vilão. Muito pelo contrário. A violência, de onde quer que venha, precisa ser combatida. Reconhecer o sofrimento masculino, saber que o homem pode ser levado a sofrer, que pode ser ofendido, insultado, agredido e violentado e que a lei deve protegê-lo, tudo isso faz parte da luta pela igualdade.





8 comentários:

  1. Olá, amiga!
    De fato, violência de qualquer parte é condenável... mas eu considero, ainda, que os homens sempre, sempre (é só dar uma lida nos livros de História) foram mais agressivos.

    Sei que seu blog não é de livros ou literatura, mas gostaria de te convidar para uma campanha em prol de autores nacionais I(sou escritora independente). Temos um selo ou "bannerzinho".
    Está aqui:

    http://romance-sobrenatural.blogspot.com.br/2012/11/meme-e-selo-em-prol-dos-autores.html

    Bjoss e tudo de bom!

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  2. Ahnnn, em primeiro deixa eu dizer que acho que também sou masculinista embora não goste deste termo, até porque acho que também sou feminista.

    Quando estou falando de mulheres no Islã apedrejadas por terem saído em casa sozinhas eu tendo a ser feminista, já quando estou falando sobre na minha sociedade Ocidental e no meu país especificamente existirem leis que dizem explicitamente que determinados crimes serão passíveis de punição diferente apenas em função de qual é o gênero do autor e da vítima eu sou masculinista.

    Prefiro o termo antisexista que não exigiria contextualizações como a acima, mas se masculinismo é um xingamento (ao contrário de feminismo, que é um elogio) eu aceito a ofensa e visto a carapuça.

    Confesso que gostei do tom do seu texto mas tenho objeções aos seus pontos,

    Quanto à suposição que você faz sobre quem diz a verdade sobre o que nas pesquisas acadêmicas sobre violência doméstica, é sensata a sua preocupação mas a pesquisa da Unifesp que você aponta não é a única feita no Brasil por intituições de relevo acadêmico sobre o assunto. Há uma da Fiocruz que investiga os índices de violência entre casais de adolescentes no Recife e nesta os pesquisadores tiveram esta mesma preocupação que você teve, pensaram então numa blindagem quanto a este desvio. Trataram então de fazer as perguntas cruzadas a ambos os gêneros ("você já apanhou?" "e bater, você já bateu?") e o resultado foi que as meninas relatavam ter batido mais e apanhado menos e os meninos apanhado mais e batido menos.

    Os pesquisadores foram ainda além e mensuraram os níveis de agressão e os índices de agressão doméstica sofrida por meninos e meninas por parte de pais e mães e correlacionaram os dados. Nesta pesquisa da Fiocruz em todos os quesitos os homens eram mais pacíficos, apanhavam mais tanto quando se falava de agressões leves quanto pesadas, batiam menos, tanto na versão deles quanto na versão delas, e eram mais agredidos (meninos e meninas) pelas mães que pelos pais. Não tenho o link agora mas prometo voltar aqui para postar quando achá-lo.

    Além destes dados serem coerentes com a pesquisa da Unifesp (e com as centenas de outras realizadas no mundo todo, como você mesmo menciona) acho que mata seu ponto, já que se homens podem ter vergonha ou medo de assumirem uma agressão realizada, certeza que têm muito mais de assumirem uma recebida, disso eu não tenho dúvidas e pelo que você diz ao longo do texto, também não.

    Quanto ao cerne da questão, ou seja, a lei desigual, não há análise histórica que justifique o desigualdade concreta e individual de que se em qualquer lugar do Brasil neste momento um criminoso estiver esfaqueando a sua esposaa tentando matá-la enquanto ela dorme e outra esposa estiver esfaqueando seu marido tentando matá-lo enquanto ele dorme o primeiro vai sofrer uma pena maior que a segunda. Aliás, este também é um fator histórico para você contextualizar, o fato de nós estarmos vivendo em um periodo tão sui generis da evolução da sociedade ocidental a ponto de em nome de uma pretensa igualdade se criar legislações pelas quais homens sejam punidos de forma mais grave que mulheres por crimes idênticos e mesmo assim haver um quase consenso de que se está construindo assim um sistema igualitário.

    (continua)

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  3. (continuação)

    Não importa se mulheres são mais agredidas (o que tudo indica que não é verdade) ou se são agredidas com maior agressividade ou há mais tempo (historicamente falando).

    Se as premissas acima são verdadeiras o que deveria se ver seria

    1 mais homens sendo presos (proporcionalmente à diferença percentual de agredidos por gênero) em relação às mulheres por este motivo

    2 penas sendo aplicadas em função da gravidade do dano e de outros fatores atenuantes e agravantes independente do gênero do agressor

    3 nenhuma influência do processo histórico na sentença já que em direito penal a punição não passa da própria pessoa, i.e.: um homem que bate em sua mulher não pode ter as penas pelos crimes do seu bisavô ou tataravô acrescidas as dele

    O problema dos masculinistas não é com homens sendo presos e julgados pelos danos que causam,o nosso problema é com uma lei que diz que se um cara der um tapa na cara da sua mulher ele receberá uma pena maior (incluindo aí perda do direito de fiança ou arrependimento de denúncia) do que a vizinha que arrebentou a cabeça do namorado com uma barra de ferro e deixou ele com sequelas neurológicas graves.

    Não dá para chamar isto de justiça, por mais bem intencionada que você pareça estar.

    Pra finalizar, deixa eu te passar um link de uma mulher feminista comentando aspectos atuais e históricos da violência de gêneros no Ocidente.

    Deu para perceber que você é uma feminsita instruída, já deve conhecer o pensamento de Christina Hoff Sommers, mas talvez ainda não tenha assistido este:

    http://www.youtube.com/watch?v=CSngwu3uuhY

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  4. É bem complicado discursar com os homens, eles sempre tentam invalidar os argumentos das mulheres, ainda que não se deem conta do que estão dizendo. Vejam bem, a Lei Maria da Penha foi aprovada pelo Congresso brasileiro, um país historicamente machista! É muito difícil ter argumentos contrários.
    A lei foi criada por quê? Em razão dos recorrentes registros nas delegacias, em decorrência adivinhem de quê? De violência contra as mulheres em ambiente doméstico! Como vivemos num péssimo ambiente legislativo, em que se acredita que a solução para tudo é o inchaço em matéria penal, resolveu-se também dar tratamento penal ao tema, e criminalizar a conduta (já criminosa), tipificando-a circunstancialmente, só isso.
    Trata-se de discriminação? Não sejamos tolos, é tão discriminatória quanto a exigência de gêneros em determinadas carreiras, conforme consta em seus editais, ou mesmo a reserva de vagas para negros em vestibulares e ainda a superada questão do casamento gay: a Constituição estabelece os critérios discriminatórios segundo a finalidade, por vezes a igualdade é perversa e discriminatória e esse discurso de que é preciso acabar com os "privilégios" legais das mulheres para a verdadeira igualdade é muito retrógrada, viola direitos fundamentais, é inconstitucional e completamente discriminatório. Vamos abolir a escravidão também? Vamos instituir o voto censitário? Me poupem...
    Lembrem-se, caros masculinistas, em se tratando de estudos sobre violência e relações domésticas, além da evidente questão biológica que está pressuposta (um homem é sempre mais forte que uma mulher, biologicamente falando, é fato, então é meio difícil nós sermos as espancadoras) não bastam os dados das universidades, das pesquisas, mas são mais relevantes os dados levantados historicamente, nas delegacias, e que fizeram com que os delegados de plantão, cansados com o machões desta vida, que lhes roubaram tantos feriados pressionassem nossos políticos a tomar uma atitude, e instituírem ao menos algum mecanismo formal, para fazerem de conta que estão protegendo suas mulheres. E pena máxima de 3 anos só gera conversão em restritiva de direitos (quando muito, se o ogro não for reincidente), então, fique tranquilo, ele não vai pra cadeia, o que me preocupa até, pois é isso o que possibilita o assassinato de mulheres, mesmo com a fixação de distâncias mínimas, etc., as ameaças raramente param, portanto, acredite, se você trabalhar 30 dias na área, vai acreditar que é bem necessária a Lei Protetiva.

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    1. A Lei Maria da Penha tem um excelente resultado prático assim como qualquer lei que reduza os direitos individuais. O que não é dito sobre ela é que a mesma é inconstitucional, visto que só se pode fazer diferenciação de gênero no Brasil, caso haja situação que o justifique, e, as mulheres são inferiores aos homens apenas nas força física e nada mais. Vale lembrar que a Lei Maria da Penha não permite o benefício da dúvida ao homem, e tem um tribunal onde a mulher tida como vítima é quem julga o acusado de agressão.

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    2. Qual mulher é fisicamente mais fraca? Será? Existem mulheres e mulheres, existem homens e homens!

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    3. A violência doméstica praticada contra homens é um assunto pouco debatido em nosso país e quando se fala no assunto é em forma de piada.
      Há dificuldade, muito resistência e até mesmo vergonha de muitos homens para admitir serem vítimas dessa espécie de violência, os homens tendem a esconder ou disfarçar essa situação.
      As consequências são devastadoras, face aos danos físicos, moral e psicológicos que causam, podendo inclusive levar ao suicídio.
      Atualmente no Brasil não existe norma específica que trate da violência doméstica praticada contra homens (companheiros, filhos, pais) e nem estatísticas confiáveis dessa violência.
      Na Delegacia da mulher, evidências não valem mais que a versão da mulher, e nenhuma violência contra o homem é demais, ou seja, ainda se tem o pré conceito de que “se o homem apanhou foi porque mereceu”.
      As leis brasileiras sempre discriminam: aposentadoria, proteção ao mercado de trabalho da mulher, separação, guarda dos filhos, desproporção entre licença maternidade e paternidade, pensão alimentícia, lei Maria da Penha, delegacia da mulher, casa da mulher, etc.
      No caso de violência doméstica só existem abrigos para as mulheres, embora os homens, na maioria dos casos, sejam os únicos a serem afastados de casa.
      As pensões alimentícias, via de regra, recai sobre os homens, mesmo quando as mulheres ganham mais.
      Campanhas retratam o homem invariavelmente como agressor, violento, pedófilo, estuprador, sem se importar se isso atinge a todos os homens, à imagem dos pais e dos filhos.
      Não se importam se a esmagadora maioria dos homens são pessoas de boa índole, não se importam se são excelentes pais, filhos, esposos, amigos. A propaganda sempre colocam “os homens”, coletivamente, como perpetradores.
      O programa “pai presente”, no final, tem enfoque somente nas OBRIGAÇÕES dos pais, não nos direitos deles, nem na importância da presença deles com os filhos.
      Os investimentos na saúde do homem são feitos em espantosa desproporção.
      Pensar em campanha contra o câncer é lembrar o câncer de mama, talvez de colo do útero, sem nenhuma menção ao câncer da próstata.
      Pensar em câncer feminino faz lembrar tragédias, câncer masculino normalmente lembra uma piada.
      O nome do pai é legalmente dispensável nas certidões de nascimento.
      O estupro masculino é comumente tratado como uma piada pela mídia.
      Garotos ainda são vistos como sortudos se escolhidos como parceiros sexuais de professoras, vizinhas, tias, etc.
      Abuso sexual de crianças e adolescentes do sexo masculino é desprezado, especialmente se a perpetradora for mulher.
      A violência contra o homem é vista com banalidade, com desprezo. E a ideologia de gênero, apenas aprofundou isso ao justificar o sofrimento do homem como “consequência do ‘machismo”.
      A mulher tem direito de tomar a iniciativa no relacionamento, o homem, a expectativa. Se a mulher toma a iniciativa, é vista como uma mulher moderna, se o homem toma a iniciativa pode ser acusado de assédio.
      A mulher tem o direito de trabalhar fora, o homem, a obrigação.
      A mulher tem o direito de ir às guerras, de fazer parte das forças armadas, os homens, a obrigação exigida em lei.
      Homens tem o dever de pagar a conta quando saem com as mulheres para se divertirem e ainda se espera que abram a porta do carro, puxe a cadeira, ceda o lugar.
      O Programa minha casa minha vida é o verdadeiro apartheid, onde a discriminação contra o homem é elevada ao extremo.
      Em recente pesquisa comentou-se muito que a maioria dos jovens assassinados no Brasil são negros, mas nada se falou que quase 90% desses jovens são do sexo masculino.
      “E ninguém luta pelo o fim do alistamento militar obrigatório para os homens nem pela igualdade na aposentadoria por tempo de contribuição (soma idade/contribuição, de 85 para mulheres e 95 para homens) ou por idade (60 anos para mulheres e 65 para os homens).” Mesmo que as mulheres vivem mais do que os homens.
      Vê-se que a maioria dos congressistas são homens, mas não se vê que quase todo ser humano pendurado atrás do caminhão de lixo é homem, nem que os mendigos, na sua maioria são homens.
      E por aí vai...

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  5. Alguns links, para leitura e reflexão (de preferência, deixando o sexismo na gaveta do criado-mudo):

    http://revistaepoca.globo.com/vida/noticia/2011/10/elas-batem-eles-apanham.html

    http://www.ditopelomaldito.com/2011/04/mulheres-agridem-seus-parceiros.html

    http://www.paulopes.com.br/2011/06/no-reino-unido-dobra-o-numero-de.html#.UUMwT1dCzNM

    http://livrepensar.wordpress.com/2008/05/22/violencia-domesticacontra-os-homens/

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