Entre o aborto e a adoção

por Tággidi Ribeiro



Estive pensando recentemente em um dos argumentos mais usados pelos autointitulados "pró-vida" contra o aborto - o de que mulheres não 'precisam' abortar em nenhum caso, já que sempre podem entregar seus filhos para adoção. Essa 'alternativa' garantiria a vida do bebê e o seguimento tranquilo da vida da mãe, livre ao mesmo tempo dos fardos da maternidade e do 'assassinato'. 

Aparentemente, essa solução é tão justa que nem é preciso falar sobre essa mãe, essa mulher que carregou durante nove meses um feto, que sentiu as contrações que anunciavam a chegada de mais um bebê ao mundo, que o segurou nos braços e o amamentou, antes de entregá-lo para uma história sobre a qual não terá mais controle algum e que, ainda assim, terá marcado para sempre. Ninguém fala, também, sobre como é o processo de entrega para adoção, e nem que esse modelo de mãe que dá o filho assim que nasce não é o único e nem o mais comum. Por fim, estrategicamente, os "pró-vida" omitem que mulheres que dão os filhos para adoção são ainda mais estigmatizadas que aquelas que efetivamente abortam.

Vê-se, portanto, que há muito a ser dito. Em primeiro lugar, gente, estar grávida já não é fácil quando se quer o bebê, quando se está feliz - lembrem-se de que a maioria das mulheres sente enjoos, sono, cansaço; seu corpo muda radicalmente; precisa ir toda hora ao banheiro porque o bebê pressiona a bexiga; tem dificuldade de andar, sentar, levantar e até de achar posição confortável para dormir; fora a instabilidade de humor. Agora, imaginem  esses nove meses de gravidez de uma mulher que não está feliz e que não quer o filho. Imaginem passando por todos esses 'pequenos' desconfortos físicos e hormonais essa mulher que muitas vezes vai esconder da família que está grávida ou, na impossibilidade de fazê-lo, vai ser rechaçada diariamente; imaginem essa mulher que foi abandonada pelo pai da criança ou cujo pai é um estuprador - que pode ser, inclusive, alguém da própria família. Imaginem todos os dias dessa mulher não podendo querer seu próprio filho e profundamente culpada por essa impossibilidade. 

Chega o dia do parto. Se esclarecida, essa mulher já informou ou vai informar as enfermeiras que pretende dar seu filho para a adoção. As enfermeiras, se esclarecidas, vão imediatamente comunicar o Conselho Tutelar, sem fazer julgamentos. Os psicólogos e assistentes sociais do Conselho Tutelar irão imediatamente recolher o recém-nascido a um abrigo, também sem fazer julgamentos. Mas haverá julgamentos, nós bem sabemos. Porque, como eu disse acima, os "pró-vida" tentam forjar uma aura de compaixão em torno do ato de dar o filho para adoção mas, cotidianamente, as mães que praticam esse ato de compaixão são consideradas monstros sem coração que tiveram a 'coragem', a 'capacidade' de rejeitar a 'maior dádiva' de uma mulher. Como a mulher é o que menos importa, muitos psicólogos e assistentes sociais pressionam pesadamente a mãe para que fique com seu filho, o que aumenta sua dor, sofrimento e culpa. Se a mulher for forte o suficiente para aguentar a pressão, pode ser que ela saia da maternidade carregando apenas o estigma e a culpa. Mas ela pode também sair carregando o filho que não quer e do qual não pode cuidar. Indo para um abrigo ou para a casa da mãe que a rejeita, essa criança está em uma situação de vulnerabilidade ímpar. Levando consigo ou não seu filho, essa mulher terá passado por uma das situações mais traumáticas de sua vida. Para que vocês tenham uma ideia do tamanho desse trauma, na segunda matéria linkada neste texto, a mãe que doa o filho se esteriliza como punição para seu ato.

É fácil perceber que a solução dada pelos "pró-vida" não é justa. Na verdade, talvez seja a mais injusta, pois que a pretexto de defender a vida do feto, não leva em consideração a vida da mãe e nem a vida da criança que o feto virá a ser. Se essa criança recém-nascida for branca, menina e saudável, muito facilmente achará alguém que a adote. Se for um menino negro e/ou tiver qualquer deficiência física ou de cognição, não terá tanta sorte. Chega a parecer obra de um cínico o seguinte texto de um entusiasta da adoção:
"(...) Enquanto a maioria esmagadora da fila de adotantes busca recém-nascidas, meninas e brancas, a fila de adotáveis é composta na sua maioria por crianças de mais de 3 anos de idade, negras (e na maioria meninos, já que as meninas são mais adotadas). Outro problema é que há muitos grupos de irmãos disponíveis e o ideal é não separá-los. Como 99% dos habilitados não tem disponibilidade de adotar irmãos, as filas não andam. Moral da história. O processo de adoção não é nenhum bicho-papão. É simples, barato e relativamente rápido, se comparado com qualquer outro processo no Brasil. Se o perfil de criança que você busca não é o padrão, ou seja, se você está interessado em adoção tardia, não tem exigência de raça, aceita grupos de irmãos, aceita doenças tratáveis (hiperatividade, dificuldade de fala tratável com fonoaudiologia, etc.), tudo isso vai impactar no tempo que seu processo vai demorar. Há casos que se encerram em poucas semanas ou meses. Tudo é possível se você sonhar com uma família especial." (http://www.epinion.com.br/adocao/mitos-e-realidades-sobre-o-processo-de-adocao)
Quanto às mães, não tendo podido de fato escolher ou mesmo tendo escolhido levar sua gravidez adiante
"...sentem-se consternadas em datas de comemorações importantes, tem pesadelos com bebês sem rosto e apresentam dificuldade na elaboração do luto pela perda. Em sua maioria, conseguem em sua fantasia 'criar' os filhos em suas mentes e até mesmo fantasiar sobre o seu desenvolvimento, imaginando como estão, como vivem e o que sabem da sua história. Algumas não conseguem estabelecer novos relacionamentos, sentindo-se não merecedoras de amor e com frequência negam a si mesma qualquer forma de prazer ou alegria. Ainda que se casem e possuam novas famílias, a sombra do filho entregue em adoção estará sempre presente." (Daiane Oliveira e Cristina Kruel) 
Eu perguntei a deus. Ela é pró-escolha.




49 comentários:

  1. Rhea Silvia Willmer25/02/2013 01:27

    Tággidi,

    Acho importantíssimo tocar nessa questão, pois as pessoas que falam em "entregar o bebê para adoção" têm uma visão muito errada a respeito de como se dá esse processo, que não é simples como nos filmes americanos (lembra de "Juno"? A garota escolhe que quer doar o bebê para uma família específica, conhece a futura mãe do bebê e recebe apoio para essa decisão, que não é questionada, a garota não é vista como um "monstro" porque doou o bebê, isso jamais aconteceria no Brasil).

    Tenho uma amiga que teve um bebê e, na maternidade, ficou ao lado de uma mulher que queria dar o bebê pra adoção. A mulher era super pobre e já tinha filhos. Minha amiga disse que era horrível, que iam psicólogos e assistentes sociais lá para convencê-la a ficar com o bebê. Queriam saber se outro parente não poderia ficar com a criança, mas em nenhum momento tiveram uma atitude de acolher a mulher, que não queria ser convencida a ficar com a criança. Esse convencimento insistente nada mais é que culpar a mãe que quer entregar a criança para adoção.

    Essa minha amiga disse que se sentiu obrigada a consolar essa mulher, a dizer que ela não estava fazendo uma coisa errada, que ela podia ficar tranquila, que um recém-nascido ia ser adotado rápido, que não ia ficar "abandonado". Informações que as assistentes sociais não enfatizaram para essa mãe. Essa minha amiga, toda vez que fala do próprio parto se lembra dessa mulher. Imagino que se foi marcante para ela, para a mãe deve ter sido traumático.

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  2. Além de todo peso da mãe carregar uma criança indesejada em seu ventre, existem pesquisas relacionadas ao desenvolvimento dessas crianças. Não há nada conclusivo ainda, mas existem dados que apontam para o fato que uma criança "odiada" na gestação tem mais dificuldades de relacionamento interpessoal. É como se ela absorvesse esse ódio em si e desovasse depois de crescida.
    De quelquer firma sempre fica claro o papel de submissão que a mulher deve suportar, seja qual for sua decisão.
    Decidir não ter um filho, doar para adoção ou abortar vai na contra mão do que é "certo" pra sociedade. Uma mulher estéril é sempre a coitada pq nunca será plena, quem decide priorizar a carreira sempre será infeliz, quem doa uma criança ou aborta é um monstro...
    Como muito bem apontado no texto, nunca se cuida da mulher, sempre tentam impor a maternidade, mesmo que indesejada a ela.
    Aí podemos puxar também a discussão do controle familiar e da informação sobre meios contraceptivos que de maneira alguma devem ser relegados somente a mulher. Cansei de ver amigos dizendo que transavam sem camisinha pq a namorada tomava pilula, e caso engravidasse o problema seria dela que não soube nem tomar um "remedinho".
    A discussão é longa....

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  3. Rhea, obrigada pelo comentário. Foi em uma de nossas conversas faceboquianas e madrugueiras que também eu me dei conta de que jamais havia pensado com mais carinho e cuidado nessa mãe, que é tão diferente de Juno - lembro bastante bem do filme e que tudo se resolve com facilidade e leveza. Nunca havia pensado, por exemplo, na questão do luto. Ainda que a criança esteja viva, já não está/não pode estar viva para a mãe que não a verá mais. O filho resta, então, de forma fantasmagórica, acompanhando essa mulher durante toda a vida. Saber desse relato da sua amiga me chocou profundamente e visibilizou a figura da 'mãe abandonante' para mim. Obrigada, mais uma vez.

    Lucas, é interessante perceber que na literatura sobre adoção(pouca que consultei na internet) haja apenas justamente a figura da 'mãe abandonante' abandonada pelo companheiro/homem, ou seja, ativa ou passivamente, recai sobre a mulher o peso do abandono - ela abandona seu filho e é abandonada pelo pai da criança e você sabe que nossa sociedade não vê com olhos compassivos a mulher abandonada, sobretudo se é pobre e está grávida. Além disso, também é interessante perceber que a frase 'pai abandona filho' muito dificilmente é encontrada, como se não fosse de fato abandonar os filhos o que fazem os homens toda vez que abandonam suas mulheres grávidas. No mais, desde que as conexões nervosas de um feto e sua audição se formam por volta dos 4 meses, é possível que a carga de estresse e rejeição da mãe afetem a saúde emocional do filho. A discussão é longa, sim, e passa pela responsabilidade e pela conscientização de situações tão complexas. O que não dá mais é ficar culpando a mulher, usando inclusive a criança/a maternidade para tanto (quantos de nós já não ouvimos/lemos coisas do tipo 'na hora de fazer tava gostando, agora vem reclamar'). Triste. Obrigada pelo comentário!

    Tággidi

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  4. Muito interesse a forma como colocada a questão. Juridicamente, defender-se a criminalização do aborto - ao contrário do tratamento enquanto caso de saúde pública - tem um único pilar, o direito à vida do feto. Mas aí é que está o negócio, só se vê o direito à vida do feto, e não a dignidade (enquanto pessoa humana) da mãe, tem tantas outras ponderações que eu poderia fazer aqui, mas esta é a primordial, que foi bem colocada no texto, pois da forma forma que ocorre à mãe que doa seu filho, o gesto é focado apenas [e supostamente] nos benefícios ao filho e aos adotantes. Digo supostamente, porque a investigação é mais profunda. Essas crianças não podem ser adotadas por quem quiser. Há muitos casos de colocação em família substituta, temporariamente, apenas para que as crianças não fiquem em abrigos, mas o fato destas famílias não estarem "na lista" as descarta na adoção, independente de um vínculo. Já vi "busca e apreensão" de menor nesse estado, em que o menor esteve com a família que o acolheu para tratamento médico, e depois teve de ser "remanejado" para a família que tinha direito de adoção em decorrência da lista de espera. É um negócio absurdo e é adequado apenas à nossa tradição burocrática luso-católica sei lá o quê... Assim, a ideia da doação pode criar uma paz de espírito, para quem não vê, não convive com isso. Nos fóruns da vida é nauseante. Isso, estamos falando apenas dos casos "leves" em que há boa vontade das pessoas (querem adotar). Não estamos falando de adolescentes estupradas que terão filhos de seu próprio pai - isso é infelizmente muito comum em qualquer região. No caso, ambos são terrivelmente estigmatizados, de regra. O "direito à vida à todo custo" gera um custo muito alto para quem paga, que só cabe no discurso de quem apenas assiste a tragédia dos outros.

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    1. Que tal matarmos logo as crianças deficientes abandonadas por seus pais?

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  5. Maria, muito obrigada por seu comentário. Pelo que entendi você trabalha com adoção, é isso? Se agradar a ideia de fazer um guest post para nós sobre o assunto, sinta-se mais que convidada. Para muito além da questão do aborto, é importante que saibamos desse mundo da adoção, que parece muitas vezes ser como a propaganda bonita da tv, mas pelo visto não é.

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  6. Texto sensacional, seria tão bom que mais pessoas tivessem ou se dispusessem a ter informações como essas. Parabéns, inclusive aos que comentaram também acrescentando informações.

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  7. Texto sensacional! Seria maravilhoso que mais pessoas tivessem ou se dispusessem a ter informações como essas. Parabéns pelo post e pelo blog!

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  8. Tággidi,
    Seu texto me fez refletir sobre a forma como as mães que doam seus filhos são "tratadas" pela sociedade. De fato, isto é algo a se pensar e a se ensinar desde criança. Afinal, assim se aprende e, quando adulto apenas entende, quando muito.
    Outrossim, sou a favor da vida e não do aborto. Nunca passei por situação como esta (graças a Deus) para dizer se realmente manteria o posicionamento, mas ainda assim penso que todas as formas restarão em traumas incuráveis, seja pelo aborto ou pelo abandono.
    Pelo aborto não há como se pensar em melhor opção para a criança, tendo em vista lhe estar reservado apenar um caminho. Mas pelo abandono ainda pode-se cogitar a formação de uma família e possibilidades de vida. Meu pai é adotado, minha prima é adotada, os amamos como amamos os outros integrantes da família. A prima foi gerada nestas condições: uma mulher disse para não abortar que encontraria uma família para a criança e a mãe o fez. O único sintoma que ela tem as vezes é de abstinência que está sendo acompanhado por psicólogo, a mãe deveria usar psicotrópicos, sei lá!
    Em suma, dos males fico com o menor. Mas vc tem toda razão quando fala das "abandonantes".

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  9. Estou passando p isso recentemente, uma gravidez indesejada e os pro vida nem se preocupam se estou bem so qrem saber do bb, eu corro risco d perder a faculdade e minha familia n sabe. Sofro c essa barriga e c as mentiras inventadas p minha mae. A pro vida q me procurou me disse q anteciparia meu parto e eu burra acreditei.

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  10. UMA FAMÍLIA NÃO É CONSTITUÍDA SOMENTE PELA FIGURA MATERNA.O PAI TAMBÉM É IMPORTANTE NESSE PROCESSO.MUITO SE JULGA AS MULHERES PELO ATO DE DOAR UM FILHO,MAS A SOCIEDADE ALIVIA A CULPA DO HOMEM QUE ABANDONA UMA MULHER GRAVIDA SEMPRE PRÉ JULGANDO A MULHER PELO FATO DE NÃO TER UM COMPANHEIRO NUMA HORA TÃO DIFICÍL COMO ESTA.A MULHER É ESCARNECEDORAMENTE JULGADA .O HOMEM É JUDICIALMENTE COMPROMETIDO A PAGAR UMA PENSÃO DE MERDA QUE MAL SE PAGA AS FRALDAS DA CRIANÇA

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  11. São 30mil famílias pretendentes à adoção, e apenas 5500 crianças e adolescentes disponíveis. Perfil das crianças: 1/3 são brancas, os outros 2/3 são negras e pardas. Apenas 1/3 dos pretendentes só aceitam crianças brancas, o que não causa problemas na adoção relacionados a cor ou raça. O impasse maior é a idade das crianças e a impossibilidade de separar os irmãos. Poderia ser resolvido se as mães disponibilizassem o qto antes as crianças para adoção e o governo subsidiasse as famílias que aceitam adotar os irmãos juntos, ou mesmo permitisse a separação dos irmãos desde que eles tivessem a possibilidade de se contatar assim que quisessem, mantendo atualizado os contatos das famílias junto ao serviço de apoio. http://www.senado.gov.br/noticias/Jornal/emdiscussao/adocao/realidade-brasileira-sobre-adocao.aspx . Pelo que eu vejo aqui, os pro escolha realmente acham que o feto não tem direito a vida né? É ridícula esta estórinha contada aqui que a mulher que doa seu filho será mais repudiada pela sociedade do que a que escolhe matar o bebê, afinal aborto é assassinato, doação não!

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  12. QUERO ADOTAR UMA GAROTINHA

    Olá , meu nome é Cristina França, tenho 44 anos e eu e meu marido queremos muito adotar uma garotinha recém nascida. Ouço falar e leio muito sobre várias mamães grávidas que desejam doar seus bebês por motivos particulares . Se vc é uma dessas mães e mora em Salvador/Ba, entre em contato conosco. Deixo claro que pensamos em uma adoção consensual, dentro de todos os trâmites legais que envolvem uma adoção.
    Somos de Salvador/Ba.
    Já somos habilitados.

    (71) 8866-7233 - Cristina
    (71) 8811-7707 - Angelo (marido)
    cristinasfranca@gmail.com

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    1. Estou gestante ainda e n sei p sexo da criança. Só se interessam por meninas? Tem que ser só de salvador?

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    2. Oi, anônimo. Caso a Cristina não se interesse, entre em contato comigo. Sou do Rio de Janeiro.
      E-mail: oliverone@ig.com.br

      Paz e bem!
      ;)

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    3. Oii Anônima Sou do Rio de janeiro , entre em contato comigo estou interessada E-mail mariahaika@hotmail.com , zap e cel [021] 98052515

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  13. Estou gestante e minha gravidez está muito complicada devido a conturbações familiares. N. É meu primeiro filho e n terei condições de cria-lo. Gostaria de entregar mru filho para a adoção. Estou depressiva. Estou entrando no 3 mês de gestação. A criança deverá nascer em janeiro de 2016. N preciso de críticas. Preciso de ajuda.

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    1. Olá Anônimo , entre em contato comigo.
      cristinasfranca@gmail.com
      (71) 8866-7233 (telefone e zap)

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    2. Olá! Tenho muito interesse em adotar seu bebê. Podemos conversar? Sou do Rio de Janeiro.
      E-mail: oliverone@ig.com.br

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    3. Olá podemos conversar mais ? entre em contato comigo.
      mariahaika@hotmail.com
      024999348902 zap

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    4. ola anônimo sou daqui de salvador e estou interessada em adotar um bebe recentimente eu perdi meu bebe estou estou ansiosa para adotar um bebe .tenho de tudo para boa estrutura para o bebe tanto financeiro, familiar .se vc estiver interesse entre em contato comigo 71 982262063

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    5. oi eu e meu marido queremos muito adotar uma garotinho recém -nascido. Ouço falar e leio muito sobre várias mamães grávidas que desejam doar seus bebês por motivos particulares . Se vc é uma dessas mães e mora em Salvador/Ba, entre em contato conosco. Deixo claro que pensamos em uma adoção consensual, dentro de todos os trâmites legais que envolvem uma adoção. estou ansiosa para ser mae zap-071982262063
      Somos de Salvador/Ba.
      Já somos habilitados.

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    6. ola anônimo sou daqui de salvador e estou interessada em adotar um bebe recentimente eu perdi meu bebe estou estou ansiosa para adotar um bebe .tenho de tudo para boa estrutura para o bebe tanto financeiro, familiar .se vc estiver interesse entre em contato comigo 71 982262063

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    7. Ola anonima entre em contato comigo de onde vc é? Sou de algoas

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    8. Entre em contato comigo, ja sou mae, e quero mais. Mas nao tenho como engravidar mais,estou a procura de um bb pra adotar. Meu zap 027997713308 Anne / annecarolinecv@hotmail.com

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  14. Olá, sou Larissa e gostaria muito de adotar. Entre em contato 021 97493 8710

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  15. Quero adotar me mandem um email nessarebytt@gmail.com

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  16. Ola me chamo Larissa sou de São Paulo , eu e meu marido queremos muito adotar um bebê , não importa , cor e sexo ... O importante é o amor que podemos oferecer a essa criança .... Meu numero é : 01144255976 obrigada ficarei muito feliz ....

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  17. Ola meu nome é Larissa , eu e meu marido somos daqui de São Paulo queríamos muito adotar um bebê não importa cor , nem o sexo !
    O que importa é que temos muito amor e carinho para dalos .. Estarei aguardando pelo contado : 011944255976 muito obrigada

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  18. Olá anônimo eu me interesso, quero muito ser mãe já tenhu tudo pronto, quarto, carrinho, berço tudo tudo.. Se alguém quiser doar entre em contato comigo 31- 97168-1215 e whats 31-99969-4658 ou email anaclaudiarodrigues172@gmail.com

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  19. Olá gostaria de adotar um bebê independente de sexo ou raça. 021 96458-0356

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  20. Oi to gravida quero doa mas quero td certo e q minha familia n saiba n sei como faze so quero q ninguem descubra sou d sp 011977201919 so gente di bem apesar de n querer quero q o bb tenha uma familia q o ame e cuide entre em contato

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  21. Quero muito ser mãe, me ajude a realizar esse sonho. Não me importo com sexo ou raça. Contato 021 964580356

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  22. Quero muito adotar uma menina, entre em contato comigo 21 995187871

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  23. sou do rio de janeiro, gostaria de adotar uma bebe. 021964914410 obr.nathy_elite@hotmail.com

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  24. Olá estou com 8 semanas de gestação. Devido ao fato de eu já ter dois filhos,não ter estabilidade financeira e nem mesmo com quem contar pois me deparei, é que estou em busca de uma Mãe e um Pai para o bebê que nascerá dia 31 de Março provavelmente.Quero poder entrega-lo(a) já no hospital mesmo, após o parto para a família que eu encontrar para o bebê. Posso passar todos os exames e informações do pré natal no decorrer da gestação.

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    1. Olá Daniele! Eu e meu marido estamos querendo adotar um bebe de forma consensual. Tenho 42 anos e não tenho filhos, pois não consigo engravidar. Queremos muito um anjinho para dar muito amor e carinho.
      Podes nos contatar pelo whats 51 82949482 ou email arianeariane21@yahoo.com

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    2. Olá Daniele! Eu e meu marido queremos adotar um bebe de forma consensual. Tenho 42 anos e não tenho filhos, pois não consigo engravidar. Queremos muito um anjinho para dar amor e carinho. Contatos: whats 51 82949482 ou email arianeariane21@yahoo.com

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    3. oi daniele. eu e meu espso queremos adotar um bebe, nao posso mais engravidar devido a problemas no utero. se realmente o bebe esta para essa data, nsceria no dia do meu aniversario. meu tel e za é 011 964906494

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  25. Olá, meu nome é Lara (não vou revelar o verdadeiro por aqui), estou com 32 semanas e quero achar uma família para doar o meu bebê.

    Resumidamente, descobri a gravidez já com 5 meses, como sempre fui muito magra e tomava remédio nunca desconfiei. Fora isso, só tive duas relações. Entrei totalmente em pânico pois não tinha nenhum suporte e minha única fonte de renda era meu trabalho como modelo. Pensei em abortar mesmo já com a gravidez avançada mas não tive coragem, não compareci no dia marcado.

    Desde então venho vivendo de algumas economias que fiz durante esses anos de trabalho, não contei da gravidez para ninguém. Saí de casa cedo pois tinha sérios problemas com minha mãe e me sustentava como podia desde então.

    Nunca tive vontade de ser mãe, talvez pq nunca pude entender o que é essa relação dentro de casa. Para mim ser mãe não é só colocar comida na mesa, é dar carinho, proteger, é fazer com que seu filho se sinta especial. Nunca me senti especial, nunca ouvi um eu te amo ou algo do tipo.

    Não tenho mais emprego e condições financeiras nem psicológicas para criar um ser humaninho que precisa de tanto cuidado. Não quero me transformar numa mãe igual a minha. Tudo que eu quero é que essa criança seja muito amada e não lhe falte nada.

    Para mim o amor materno nasce da relação mãe-filho, é uma consequência dos cuidados e amor dos pais com o bebe. Sinto muita inveja das mulheres que têm esse dom lindo. E pelo que li, muitas já são verdadeiras mães de coração mas não conseguem ter filhos.
    Então pra mim doação é um ato de amor.

    Sei que a adoção aberta envolve um monte de regras. E caso eu entregue a criança para adoção na maternidade, a vara da infância recorre primeiro a minha mãe ou algum parente para ficar com a criança. Não lutei todos esses meses sozinha para que essa criança não seja amada da forma que deve. Já estou ficando completamente desesperada e sem forças, não consigo mais aguentar tudo isso sozinha.

    Eu não quero dinheiro, só preciso de alguém para me acompanhar e lutarmos para ela ficar com o bebê.

    Para quem puder ajudar entre em contato pelo email, pelo amor de deus, irei em breve passar as ultimas semanas em um abrigo em SP pois estou com medo de ficar sozinha.
    lara.2016gi.lara@gmail.com

    Não estou buscando julgamentos, já tomei a minha decisão.

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  26. OLa, muito bom esse artigo, realmente as pessoas deveriam esclarecer melhor o processo de entrega de adoção de uma criança, a um dois anos atrás me deparei com uma gravidez indesejada, então resolvi entregar o bb para adoção, procurei a vara da infância fiz o comunicado, assinei uma carta declarando que estava fazendo de livre vontade, achei que estava tudo terminado, mas dois meses depois fui intimada e voltei a depor, falei que não tinha condições de ficar com o bb,eles entraram em contato com minha família, que ate então não sabia da gravidez, meus pais foram chamados para depor, e ofereceram a eles a guarda da criança, fui procurada por psicólogos do meu município, voltei atrás na minha decisão, assumi o meu bb, hoje ele tem 1 ano, esta lindo e saudável. Muita coisa aconteceu, perdi meu emprego, fui agredida verbalmente, as pessoas me atacavam na rua e me chamavam de vadia, mostro, piranha e muito mais, juntei meus "caquinhos" peguei minha filha de 4 anos (sim eu ja tinha uma filha, que tive durante um casamento desastroso) meu lindo bb (que entreguei para adoção mas me devolvem depois de 3 meses) arrumei minha mudança e me mudei, hoje onde eu morro ninguém sabe da historia, exclui meu perfil das redes sociais troquei meu numero de celular, foi uma reviravolta. As pessoas e órgãos competentes deveriam explicar que nao é simplesmente "nao quero a criança vou entregado para adoção", existe um processo enorme, voce tem que depor perante um juiz, eles procuram familiares que possam ficar com a criança, se voce nao quer envolver sua familia, engana-se em pensar que eles nao ficarão sabendo, nao é como nas novelas mexicana kkkkk. E eles deveriam deixar claro que voce vai ser taxada, julgada, criticada mesmo optando em voltar atras.
    Nao sou a favor do aborto nem ao abandono, acho que tem outras maneiras,mas toda essa burocracia faz com que muitas mulheres optem pelo aborto ou abandono de seus bbs, lembrando que se voce abandonar um bb, vc é indiciando por abandono de incapaz e pode ser preso e a pena e de 6 meses a 6 anos. Penso que muita coisa ainda tem que mudar, mas uma mulher entregar seu filho para adoção, não é ato de monstruosidade, é amor.

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  27. tenho um bebê q nasce em fevereiro ou março, quem quiser adotar deixa recado aqui que entro em contato

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Tenho interesse em adotar uma menininha....

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  28. Olá, estou gravida de 26 semanas decorrente de estupro( por alguém conhecido) e quero doar o bebe pq não sinto nada por ele, meu único sentimento é de raiva e ódio, sou muito nova tenho 18 anos e não posso ter esse bebe indesejado, mas não tenho idéia de como funciona a adoção em caso de estupro, e se como o pai é conhecido se eu não quiser o bebe a guarda vai pra ele, não quero o bebe mas também não quero que fique com o cara que me estuprou, sei que tem muitas pessoas com boa intenção pra adotar um bebê
    O sexo é masculino e nasce dia 20 de abril é a data prevista!
    Quem quiser entrar em contato 67991188313

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  29. Boa Tarde. Estou grávida de um menino e nascerá agora em fevereiro. Quero encontrar alguém que esteja disposto a amar e cuidar do bem estar dele. Não quero absolutamente nada. Quero apenas alguem que eu possa confiar e ficar em paz sabendo q ele Ter a.muito amor e carinho. Sou de São Paulo. 36 semana

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  30. Olá, meu nome é Andréa, tenho família constituída e muito interesse em adotar uma menininha recém nascida, diretamente com a mãe, sem a burocracia do governo, mas consensual e dentro das legalidades...interessados entrar em contato...

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  31. A partir do momento da concepção já existe vida, e não ciência no mundo que prove o contrario! E esta vida também tem direito a vida. Não é questão de sobre o que a sociedade acha ou o que vão dizer, a verdade é que estamos nos tornando seres egocêntricos e sem caráter. Deixando a culpa para o preconceito,a falta de responsabilidade, companheirismo ou dinheiro! A mulher fala que não precisa de homem para ser feliz... mais tb fala que não pode criar filho sozinha!?!?!?!?!?!?... Difícil criar um filho sempre foi e sempre será, o mais complicado é educa-lo para que cresça e evolua no bem. Melhor permitir que esta VIDA siga o seu destino, pois ninguém nasce sem propósito!

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